(texto publicado no site Diário da Saúde para visitar clique aqui)
| Segundo o pesquisador, as metáforas permeiam e dosam a aplicação de leis no mundo digital.[Imagem: Stefan Larsson] |
| Segundo o pesquisador, as metáforas permeiam e dosam a aplicação de leis no mundo digital.[Imagem: Stefan Larsson] |
Mentiras e Verdades sobre o Aborto
Para justificar este crime abominável, os abortistas inventaram uma grande quantidade de falsos argumentos que foram difundidos insistentemente, especial naqueles países onde, por qualquer motivo, tentam buscar a legalização do aborto ou ampliá-lo onde já foi legalizado alguma de suas formas. Revisemos algumas destas mentiras e qual é a verdade.
Mentira 1: É desumano não legalizar o "aborto terapêutico" que deveria ser realizado quando a gravidez põe a mulher em risco de morte ou de um mal grave e permanente.
A Verdade: neste caso o termo "terapêutico" é utilizado com o fim de confundir. "terapia" significa curar e neste caso o aborto não cura nada. Atualmente, a ciência médica garante que praticamente não há circunstâncias em que se deva optar entre a vida da mãe ou do filho. Esse conflito pertence à história da obstetrícia. Já em 1951, o Congresso de Cirurgiões do American College disse que "todo aquele que faz um aborto terapêutico ou ignora os métodos modernos para tratar as complicações de uma gravides ou não quer dispor de tempo para usá-los" o temido caso das gestações "ectópicas" ou que desenvolvem-se fora do útero materno estão sendo dirigidas medicamente cada vez com maior facilidade. Por outro lado, o código de ética médica afirma que em caso de complicações na gravidez devem ser feitos os esforços proporcionados para salvar a mãe e filho e nunca ter como saída a morte premeditada de um deles.
Mentira 2: É brutal e desumano permitir que uma mulher tenha o filho produto de uma violação, por isso, para estes casos, deveria ser legalizado o aborto chamado "sentimental".
A Verdade: Em primeiro lugar as gravidezes seguidas de uma violação são extremamente raras. Nos Estados Unidos, por exemplo, a violação é um sério problema, aproximadamente 78.000 casos foram notificados em 1982. Esta cifra é mais importante se tem-se em conta que 40% a 80% das violações não são denunciadas.
Nestes casos as gravidezes são extraordinariamente raras, por várias causas. Por exemplo, as disfunções sexuais em seus violadores, cuja taxa é extremamente alta. Em três estudos foram constatados que 39, 48 e 54% das mulheres vítimas do ataque não tinham ficado expostas ao esperma durante a violação.
Em outro estudo foi comprovado que 51% dos violadores experimentaram disfunções que não lhes permitiam terminar o ato sexual. Outra causa pela qual são extremamente raras as gravidezes por violação: a total ou temporal infertilidade da vítima. A vítima pode estar já grávida ou pode Ter outras razões naturais.
43% das vítimas encontrava-se nestas categorias. A vítima pode estar tomando anticoncepcionais, ter um DIU ou ligadura das trompas, 20% situava-se nesta categoria. Assim, somente uma minoria das vítimas tem um potencial de fertilidade.
Além da infertilidade natural, algumas vítimas estão protegidas da gravidez pelo que é chamado de estresse de infertilidade; uma forma de infertilidade temporal como reação ao estresse extremo. O ciclo menstrual, controlado por hormônios, é facilmente distorcido por um estresse emocional e pode atuar demorando a ovulação; ou se a mulher já ovulou a menstruação pode ocorrer prematuramente.
Um estudo determinou que registraram somente 0,6% de gravidez em 2190 vítimas de violação. Em uma série de 3.500 casos de violação em 10 anos no Hospital São Paulo de Minneapolis, não houve um só caso de gravidez.
Procurar uma legislação baseada em uma exceção em vez de uma regra é totalmente irracional desde o ponto de vista jurídico. É óbvio que o espantoso crime da violação é utilizado para sensibilizar o público a favor do aborto, ao apresentar o fruto inocente de uma possível concepção brutal como um agressor.
É claro que a mulher sofreu uma primeira espantosa agressão, a da violação. Apresentar o aborto como uma "solução" é dizer que um veneno deve ser combatido aplicando-se outro. O aborto não vai tirar nenhuma dor física ou psicológica produzida em uma violação. Ao contrário, vai acrescentar as complicações físicas e psíquicas que o aborte tem por si mesmo.
Por outro lado, o fruto deste ato violento é uma criança inocente, que não carrega para nada com a brutal decisão de seu pai genético. Por outro lado, os legisladores mais especializados afirmam que legalizar o aborto "sentimental" é abrir a porta a sérias complicações jurídicas: praticamente qualquer união, inclusive consensual, poderia ser apresentada como contrária à vontade da mulher, e portanto, uma violação.
Finalmente, o argumento mais importante, é que o aborto por violação não é sequer aceito pelas verdadeiras vítimas, as mulheres violadas. Podem ler-se estes duros mais reveladores testemunhos.
Mentira 3: É necessário eliminar uma criança com deficiências porque ele sofrerá muito e ocasionará sofrimentos e gastos para os pais.
A Verdade: Este princípio, conhecido como "aborto eugenésico" é baseado no falso postulado de que "os lindos e saudáveis" são os que devem estabelecer o critério de valor de quanto vale uma vida ou não. Com este critério, teríamos motivo suficiente para matar os deficientes já nascidos.
Por outro lado, cientificamente, os exames pré-natais não têm segurança de 100% para determinar malformações ou defeitos. Por exemplo, no caso da rubéola matará a 5 criaturas perfeitamente saudáveis para cada bebê afetado.
Por último, quem pode afirmar que os deficientes não desejam viver? Uma das manifestações contra o aborto mais impressionantes no estado norte americano da Califórnia foi a realizada por um numeroso grupo de deficientes reunidos sob um grande cartaz: "Obrigado mamãe porque não me abortar" . O Dr. Paul Cameron demonstrou perante a Academia de Psicólogos Americano que não há diferença entre as pessoas normais e anormais no que concerne a satisfação da vida, atitude perante o futuro e vulnerabilidade à frustração. "Dizer que estas crianças desfrutariam menos da vida é uma opinião que carece de apoio empírico e teórico", diz o especialista.
Inclusive são numerosos os testemunhos dos pais de crianças deficientes físicos ou mentais que manifestam o amor e a alegria que esses filhos lhes proporcionaram.
Mentira 4: O aborto deve ser legal porque toda criança deve ser desejada.
A Verdade: Este é um argumento absurdo. O "desejo" ou "não desejo" não afeta em nada a dignidade e o valor intrínseco de uma pessoa. A criança não é uma "coisa" cujo valor pode ser decidido por outro de acordo com seu estado de ânimo. Por outro lado, que uma mulher não esteja contente com sua gravidez durante os primeiro meses não indica que esta mesma mulher não vá amar a seu bebê uma vez nascido. Pode ser comprovado que nos países onde o aborto é legalizado, aumenta-se a violência dos pais sobre as crianças, especialmente a da mãe sobre seus filhos ainda quando são planejados e esperados. A resposta a isto é que quando a mulher violenta sua natureza e aborta, aumenta sua potencialidade de violência e contagia esta à sociedade, a qual vai se tornando insensível ao amor, à dor e à ternura.
Mentira 5: O aborto deve ser legal porque a mulher tem direito de decidir sobre seu próprio corpo.
A Verdade: Mas quando o senso comum e a ciência moderna reconhecem que em uma gravidez há duas vidas e dois corpos. Mulher, segundo definição o dicionário, é um "ser humano feminino". Dado que o sexo é determinado cromossomicamente na concepção, e mais ou menos a metade dos que são abortados são "seres humanos femininos", obviamente NÃO TODA MULHER TEM DIREITO A CONTROLAR SEU PRÓPRIO CORPO.
Mentira 6: Com a legalização do aborto terminariam os abortos clandestinos.
A Verdade: As estatísticas nos países "desenvolvidos" demonstram que isto não é assim. Pelo contrário, a legalização do aborto o converte em um método que parece moralmente aceitável e portanto, como uma opção possível que não é igualmente considerada nos lugares onde não é legal. Mas dado que a grande maioria de abortos não são por motivo "sentimental", "terapêutico" ou "eugenásico", mas por uma gravidez considerada "vergonhosa", não é estranho que a mulher - especialmente se é adolescente ou jovem - busque igualmente métodos abortivos clandestinos pela simples razão de que uma lei, ainda que tire a pena legal, não tira a vergonha e o desejo de ocultamento. Por outro lado, esta mentira é baseada no mito segundo o qual os abortos legais são mais "seguros" que os clandestinos. Um exemplo: uma investigação realizada em 1978 nos Estados Unidos constatou que só nas clínicas de Illinois, foram produzidas 12 mortes por abortos legais.
Mentira 7: O aborto deve ser legal porque a mulher tem direito sobre seu próprio corpo.
A Verdade: Tem alguma pessoa direito a decidir sobre seu próprio corpo?
Si, mas até certo ponto. Pode alguém querer eliminar um vizinho ruidoso só porque incomoda a seus ouvidos? Obviamente não. É igual no caso do aborto. A mulher estaria decidindo não sobre seu próprio corpo, mas sobre o de um ser que não é ela, ainda que esteja temporariamente dentro dela.
Mentira 8: O aborto é uma operação tão simples como extrair um dente ou as amígdalas. Quase não tem efeitos colaterais.
A Verdade: as cifras desmentem esta afirmação. Depois de um aborto legal, aumenta a esterilidade em 10%, os abortos espontâneos também em 10%, e os problemas emocionais sobem de 9% para 59%. Além disso, há complicações se houver gravidezes consecutivas e a mulher tem o fator RH negativo. As gravidezes extra-uterinas aumentam de 0,5¨% para 3,5%, e os partos prematuros de 5% até 15%. Também podem ocorrer perfuração do útero, coágulos sangüíneos nos pulmões, infeção e hepatite produzida pelas transfusões, que poderia ser fatal.
Além disso, cada vez mais pesquisas tendem a confirmar uma importante tese médica: que a interrupção violenta do processo de gestação mediante o aborto afeta as células das mamas, deixando-as sensivelmente mais propensas ao câncer. Alguns partidários do aborto inclusive chegaram a argumentar que um aborto é menos perigoso que um parto.
Esta afirmação é falsa: o aborto, especialmente nos últimos meses da gravidez, é notavelmente mais perigoso. Nos países ricos morrem duas vezes mais mulheres por aborto legal do que por disfunções do parto. Por outro lado, algumas mulheres têm problemas emocionais e psicológicos imediatamente depois do aborto, outras os têm anos depois: trata-se da síndrome pós-Aborto.
As mulheres que padecem desta síndrome negam e reprimem qualquer sentimento negativo por um período de ao menos cinco anos. Depois surgem uma variedade de sintomas, desde suores e palpitações até anorexia, alucinações e pesadelos. Os sintomas são surpreendentemente similares aos da Síndrome de tensão pós-traumático que sofreram alguns veteranos, 10 anos ou mais depois de ter combatido em uma guerra.
Fonte:
Portal ACIDigital
http://www.acidigital.com/vida/aborto/mentiras.htm
Versículos do dia
"Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta."
"Não matarás."
Uma lei severa como essa não duraria muito tempo. Das duas, uma: haveria uma revolta contra o rigor da pena ou morreriam quase todos na comunidade. Mas a criminalidade, principal alvo da punição, dificilmente cairia.
Hoje muita gente considera a pena de morte e os castigos corporais um retrocesso nos padrões civilizados. No entanto, eles sempre foram muito difundidos até o século XVIII. A pena de prisão, que parece à maioria de nós o castigo natural para segregar os mal-feitores, só surgiu há 200 anos.
Mesmo assim, poucas vezes na história a pena capital foi utilizada para todo e qualquer crime. E tais momentos ficaram famosos. A lei draconiana, até hoje usada como adjetivo para regras rigorosas demais, foi uma dessas experiências. Há 2 623 anos, o código de leis formulado por Drácon, na Grécia antiga, previa pena de morte para quase toda infração. Mas, segundo documentos históricos, essa lei sangüinária não conseguiu reduzir a violência, conter as revoltas populares ou a crise política da época. Atualmente, a lei mais rigorosa é a da China, onde, entre 1990 e 1999, foram mortas 18 194 pessoas por ordem do Estado. Mas, apesar disso, o número de crimes duplicou no período.
No Brasil, se essa moda pegasse, o corredor da morte ficaria lotado de condenados por furto (o crime mais comum por aqui), maridos e esposas infiéis (sim, adultério ainda é crime, você não sabia?) e outros criminosos pouco ameaçadores. "Voltaríamos a tempos primitivos, seria uma barbárie sem nenhum resultado positivo", diz o advogado criminalista Fernando Castelo Branco, conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil. Para ele, o que desencoraja o criminoso não é a intensidade da pena, mas a garantia da punição. "Quem planeja cometer um delito não pensa na hipótese de ser pego."
Se tem eficácia duvidosa, a pena de morte é, sem dúvida, muito mais onerosa para a sociedade. Nos Estados Unidos, o custo de uma única execução é de 2,5 milhões de dólares, em média – o triplo do ônus de manter alguém preso por 40 anos. Seguindo a mesma proporção – e considerando que um preso brasileiro custa 7 800 reais por ano –, o Brasil gastaria pelo menos 312 000 reais para executar um condenado. Alguns defensores da pena capital lembram que o modelo chinês é mais barato. "Lá, os julgamentos duram dias e não anos. Sem falar que até a bala do revólver é paga pela família do condenado", diz o deputado estadual José Guilherme Godinho (PPB-RJ), defensor da pena capital.
Mas será que um julgamento de dias pode ser eficaz? Embora não haja dados oficiais sobre erros judiciais na China, estima-se que os enganos sejam inúmeros. Para se ter uma idéia, 23 pessoas foram executadas por engano, nos Estados Unidos, desde 1973 e outras 99 foram soltas horas antes do momento fatal em função da comprovação de erros processuais. Isso porque, lá, os processos demoram até 20 anos para serem concluídos, a fim de evitar erros irreversíveis.
Foi por um erro assim que o Brasil abandonou a pena de morte durante o Império. Um acusado de ordenar a chacina de um meeiro e sua família foi condenado e enforcado. Posteriormente, provou-se sua inocência e o imperador D. Pedro II, arrasado, nunca mais autorizou execuções.
Diante de um quadro desses, é bom lembrar as palavras de Gandhi: "Um olho por um olho acabará por deixar toda a humanidade cega".
No Brasil, a fila de execuções teria muitos condenados por furto. E também cônjuges infiéis, que cometem crime de adultério.
25 de dezembro: Natal?
Ainda falando sobre o Natal, vamos agora fazer uma pequena viajem na história, vamos voltar aos primeiros séculos da Era Cristã e ver como tudo começou, como e porque o Natal começou (e o Cristianismo também). Por isso vamos começar falando dos primeiros cristãos.
Os primeiros cristãos e as primeiras perseguições.
No início o Cristianismo era visto como uma seita surgida do judaísmo, pois partilhava dos mesmo textos sagrados (o Tanakh ou Antigo Testamento), mas juntamente com isso eles seguiam Jesus Cristo, um judeu que começou a ensinar uma nova doutrina e afirmava ser o Messias esperado, o filho de Davi, além de ser considerado pelo Império Romano como um perturbador da ordem.
Nesse primeiro século os cristãos sofreram dura perseguição, visto pelos intelectuais romanos (Gaio Suetônio Tranquilo (70-140 c.)) como magos e feiticeiros que utilizavam de magia para enganar o povo.
A primeira grande perseguição aos cristão aconteceu sob o reinado de Nero Cláudio César Augusto Germânico ou Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus (37-68) é nesse época é que os apóstolos Pedro e Paulo foram torturados e assassinados, o primeiro crucificado no muro central do Circo de Nero e o segundo, por ser cidadão Romano, decapitado na Via Ostiense (caminho que ligava Roma à Ostia, cidade costeira durante o Império Romano). César acusou os cristão e judeus de terem incendiado Roma.
Já no domínio do imperador Titus Flavius Domitianus (51–96) os cristão eram acusados de ateísmo (doutrina que consiste na negação da existência de Deus) mas isto justamente por eles não cultuarem Domiciano.
Mas apesar disso o Cristianismo começou a crescer e alguns dos possíveis fatores para isso são: a mensagem da salvação era universal e não fazia acepção de nacionalidade, envolvia todas as camadas sociais incluindo os mais pobres, era uma mensagem de paz em uma época envolta em conflitos e dominação romana e o mais importante, o amor com que seus adeptos divulgavam a mensagem de Jesus.
Esse crescimento trouxe medo a Roma pois começou a abalar a religião do Império e a interferir no culto romano.
Culto Romano e perseguição cristã
A religião romana era politeísta e foi formada da agregação de várias religiões entre elas a grega, etrusca e orientais. A religião oficial prestava culto aos deuses de origem grega, mas com seus nomes latinos (em outras palavras, com os nomes em latim não em grego), por exemplo Saturno para os romanos era o equivalente ao Cronos dos gregos.
Mas com o surgimento do Cristianismo isso estava se revertendo, o que era considerado um perigo para a hegemonia romana. Plínio, jovem que havia sido enviado a Bitínia manda uma carta ao imperador Marco Úlpio Nerva Trajano, em latim Marcus Ulpius Traianus (28 de Janeiro de 98 a 7 de Agosto de 117) perguntando o que devia ser feito aos cristãos, a resposta do imperador foi breve, ele disse “Os cristãos não devem ser perseguidos por ofício. Sendo, porém, denunciados e reconhecidos culpados, é preciso condená-los” e continua “Não é lícito ser cristão”. E o principal era o fato de que os cristãos não compravam imagens, que era fonte de renda de parte da população, nem adoravam o imperador.
Mas apesar de várias tentativas de sufocar o crescimento dos cristãos em 303 d.C. o seu número já chegava a 15 milhões (25% da população) e sofreu a sua última grande perseguição empreendida por Diocleciano (Caio Aurélio Valério Diocleciano 236-305 d.C.)
Cristianismo e Império
Foi Flavius Valerius Constantinus ou Constantino I (272 -337) o primeiro imperador romano a permitir o cristianismo, após ter vencido a Batalha da Ponte Mílvio, atribuída ao Deus cristão que ele diz ter sonhado um dia antes da batalha, o sonho mostrava uma cruz em que estava escrito “In Hoc Signo Vinces” ("sob este símbolo vencerás"), na manhã seguinte mandou pintar uma cruz nos escudos dos soldados e obteve a vitória.
Constantino havia apoiado grandemente o cristianismo, mas não o havia feito religião oficial do estado e também não havia desaprovado o paganismo. Constantino não se tornou cristão pois um dos seus cargos que ele usou até o dia anterior de sua morte era o de Sumo Pontífice da religião pagã e neste dia participou de um sacrifício a Zeus, senhor do céu e deus grego supremo. Outro detalhe é que em suas moedas sempre figurava o símbolo principal do deus Sol (um sol).
Mas foi Teodósio I (379-395) o que oficializou o Cristianismo como religião de Roma. É nesse ínterim que estamos interessados. Para que mais pessoas fossem alcançadas e para não haver uma divisão no império algumas práticas pagãs foram incorporadas ao culto Cristão. E uma delas se refere ao dia 25 de dezembro.
O dia 25 é conhecido por ser “o solstício de inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão.” Essa data foi instituída para o nascimento de Cristo pelo Papa Libério, no ano 354 d.C. O dia já era comemorado por outras religiões como a romana que comemorava o Deus Sol Invicto (ou Deus Sol Invictus, o mesmo do imperador Constatino) que tinha as mesmas características do deus persa Mitra (Sol da virtude), que haveria nascido neste mesmo dia (A Mãe Terra dá à luz a "criança Sol", que viria para anunciar um novo tempo). A idéia da igreja era cristianizar as festas pagãs (assim como fizeram no Brasil com as divindades africanas) e para isso ela fez uma relação entre estas datas e entre o Sol Invictus / Sol da virtude ao Sol da justiça (Ml 4:2). Havia também as Saturnálias que eram as festas em homenagem ao deus Saturno que duravam 5 dias a partir do dia 17 de dezembro e onde era um período de confraternização e troca de presentes.
Hoje maioria dos estudiosos consideram que Jesus não poderia haver nascido neste dia por ser um mês extremamente frio e chuvoso e o relato bíblico de Lucas afirma que haviam pastores no campo a noite cuidando das ovelhas. Como isso seria possível numa época que mal podia ficar do lado de fora devido ao frio? Veja quadro abaixo:
| Previsão do tempo (Jerusalém) | |
| Data | Temperatura |
| 16/12 | 8°C 17°C |
| 17/12 | 8°C 14°C |
| 18/12 | 9°C 16°C |
| 19/12 | 9°C 15°C |
| 20/12 | 8°C 15°C |
Fontes:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Cristianismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o_na_Roma_Antiga
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diocleciano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ostia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Porta_S%C3%A3o_Paulo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Constantino_I
http://pt.wikipedia.org/wiki/Zeus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Solst%C3%ADcio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Natal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Romano
Historia Universal
http://www.uv.es/~ivorra/historia/imperio_romano/sigloiia.htm
http://www.catacombe.roma.it/br/ricerche/ricerca2.html
Dicionários-Online.com
http://www.dicionarios-online.com/
Priberam
http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx?pal=ate%EDsmo
Hoje em dia algumas datas perderam seu significado principal ou original, e uma delas, infelizmente, tem sido o Natal.
Quando vai chegando essa época do ano as pessoas vão tirando suas economias para a compra de presentes para seus familiares e amigos, as mães vão dizendo (ou melhor iludindo) seus filhos com histórias de papai Noel, montam-se árvores, guirlandas, ceia, peru, viagem, etc, tudo tem de ser planejado, mas e o Natal, onde entra nessa história e o verdadeiro significado dele será que realmente está sendo comemorado?
“Natal” é uma palavra comum e de significado simples, vem do latim “natale” que é “relativo ao nascimento” como podemos perceber do tratamento dado a mulher antes do parto: o “pré-natal”. Se natal é relativo ao nascimento, de quem é o nascimento? Vamos ao inglês: “Merry Christmas”. Diferente do português essa expressão fala mais sobre a data. “Merry” significa “Full of high-spirited gaiety; jolly” já “Christmas” é a junção de duas palavras “Christ” e “Mas” que significam respectivamente Cristo e “mas” é relativo à celebração religiosa é daí que vem a palavra “missa”. Ao pé da letra ficaria algo como “Feliz Celebração a Cristo” ou algo assim.
Correto, vamos celebrar o nascimento de Cristo, mas o que isso significa para você, para mim e para toda a humanidade?
O nascimento de Cristo vem sendo algo esperado a milênios pelos judeus e anunciada na Tanakh ou Tanach (equivalente ao Antigo Testamento cristão) desde o primeiro livro o Bereshit (livro de Genesis) quando diz que a “semente” da mulher vai pisar a cabeça da serpente (Gn 3:15).
O significado da sua vinda pode ser vista pela passagem de Is 7:14 “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel”. Emanuel significa “Deus conosco” isso nos fala que Deus veio até nós, seu nascimento é justamente esse maravilhoso fato, Deus habitando conosco. Jesus veio para os “seus” e eles não o receberam, mas a todos os que o receberem deu o direito de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome (Jo 1:11-12).
E você? Está deixando Deus habitar na sua vida? Você recebeu Jesus ou está esperando papai Noel? Este Natal você está preocupado em tão preocupado em receber tanta gente e está deixando o nosso Senhor em segundo ou terceiro plano?
O Natal meus amados antes de uma confraternização entre irmãos é uma celebração que comemora o Emanuel, o Deus conosco, que nos ajuda, nos cura, alegra, ampara, aconselha e principalmente nos salva. E se em você ainda não aconteceu o genuíno Natal, aconselho abra a porta do teu coração e ele verdadeiramente irá habitar convosco (Ap 3:20).
Que Deus os Abençoe.
A alimentação e a nutrição adequadas são requisitos essenciais para o crescimento e desenvolvimento das crianças. Mais do que isso: são direitos humanos fundamentais, pois representam a base da própria vida. Conheça os dez passos da alimentação saudável para crianças brasileiras menores de dois anos:
a partir dos seis meses, oferecer de forma lenta e gradual, outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais;
a partir dos seis meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia se a criança receber leite materno e cinco vezes ao dia, se já tiver desmamado;
a alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança;
a alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; deve começar com consistência pastosa (papas, purês) e, gradativamente, deve ter sua consistência aumentada, até chegar à alimentação da família;
oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida;
estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições;
evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação;
cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados;
estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.
Fonte: Ministério da Saúde.No verão passado - também durante uma viagem de férias -. renovei meu contato com um jovem de formação acadêmica, que logo constatei estar familiarizado com algumas de minhas publicações psicológicas. Nossa conversa recaiu - já não me lembro como - sobre a situação social da raça a que ambos pertencemos, e ele, impelido pela ambição, passou a lamentar-se por sua geração estar condenada à atrofia (segundo sua expressão), não podendo desenvolver seus talentos ou satisfazer suas necessidades. Concluiu seu discurso, de tom apaixonado, com o célebre verso de Virgílio em que a infeliz Dido confia à posteridade sua vingança de Enéias: “Exoriare…” Melhor dizendo, ele quis concluí-lo desse modo, pois não conseguiu fazer a citação e tentou esconder uma evidente lacuna em sua lembrança trocando a ordem das palavras: “Exoriar(e) ex nostris ossibus ultor.’’ Por fim, disse, irritado: “Por favor, não me faça essa cara tão zombeteira, como se se estivesse comprazendo com meu embaraço, mas antes me ajude! Falta alguma coisa no verso. Como é mesmo que diz, completo?”
“Ajudarei com prazer”, respondi, e dei-lhe a citação correta: “Exoriar(e) ALIQUIS nostris ex ossibus ultor.”
“Que tolice, esquecer essa palavra! Por falar nisso, o senhor diz que nunca se esquece nada sem uma razão. Gostaria muito de saber como foi que esqueci esse pronome indefinido, ‘aliquis‘.”
Aceitei o desafio prontamente, na esperança de conseguir uma contribuição para minha coleção. Disse-lhe, pois:
-Isso não nos deve tomar muito tempo. Só tenho que lhe pedir que me diga, sinceramente e sem nenhuma crítica, tudo o que lhe ocorre enquanto estiver dirigindo, sem nenhuma intenção definida, sua atenção para a palavra esquecida.
-“Certo; então me ocorre a idéia ridícula de dividir a palavra assim: a e liquis.”
-O que quer dizer isso?
-“Não sei.” - E o que mais lhe ocorre? - “Isso continua assim: Reliquien [relíquias], liquefazer, fluidez, fluido. O senhor já descobriu alguma coisa?”
-Não, ainda não. Mas continue.
-“Estou pensando” - prosseguiu ele com um sorriso irônico - “em Simão de Trento, cujas relíquias vi há dois anos numa igreja de Trento. Estou pensando na acusação de sacrifícios de sangue que agora está sendo lançada de novo contra os judeus, e no livro de Kleinpaul [1892], que vê em todas essas supostas vítimas reencarnações, reedições, por assim dizer, do Salvador.”
-Essa idéia não está inteiramente desligada do tema de nossa conversa antes que lhe escapasse da memória a palavra latina.
-“Exato. Estou pensando ainda num artigo que li recentemente num jornal italiano. Acho que o título era ‘O que diz Santo Agostinho sobre as mulheres’. Que entende o senhor com isso?”
-Estou esperando.
-“Pois agora vem algo que por certo não tem nenhuma ligação com o nosso tema.”
-Por favor, peço-lhe que se abstenha de qualquer crítica e…
-“Sim, já sei. Lembro-me de um magnífico senhor idoso que encontrei numa de minhas viagens na semana passada. Ele era realmente original. Parecia uma enorme ave de rapina. Chamava-se Benedito, se isso lhe interessa.”
-Bem, pelo menos temos uma seqüência de santos e padres da Igreja: São Simão, Santo Agostinho, São Benedito. Acho que havia um padre da Igreja chamado Orígenes. Além disso, três desses nomes são também prenomes, como Paul [Paulo] em Kleinpaul.
-“Agora o que me ocorre é São Januário e o milagre de seu sangue - parece que meus pensamentos avançam mecanicamente.”
-Deixe estar; São Januário e Santo Agostinho têm a ver, ambos, com o calendário. Mas que tal me ajudar a lembrar do milagre do sangue?
-“O senhor com certeza já ouviu falar nisso! O sangue de São Januário fica guardado num pequeno frasco, numa igreja de Nápoles, e num determinado dia santo ele se liquefaz milagrosamente. O povo dá muita importância a esse milagre e fica muito agitado quando há algum atraso, como aconteceu, certa vez, na época em que os franceses ocupavam a cidade. Então, o general comandante - ou será que estou enganado? será que foi Garibaldi? - chamou o padre de lado e, com um gesto inequívoco na direção dos soldados a postos do lado de fora, deu-lhe a entender que esperava que o milagre acontecesse bem depressa. E, de fato, o milagre ocorreu…”
-Bem, continue. Por que está hesitando?
-“É que agora realmente me ocorreu uma coisa… mas é íntima demais para ser comunicada… Além disso, não vejo nenhuma ligação nem qualquer necessidade de contá-lo”.
-Pode deixar a ligação por minha conta. É claro que não posso forçá-lo a falar sobre uma coisa que lhe seja desagradável; mas então não queira saber de mim como foi que se esqueceu da palavra aliquis.
-“Realmente? O senhor acha? Pois bem, é que de repente pensei numa dama de quem eu poderia receber uma notícia que seria bastante desagradável para nós dois.”
-Que as regras dela não vieram?
-“Como conseguiu adivinhar isso?”
-Já não é difícil. Você preparou bem o terreno. Pense nos santos do calendário, no sangue que começa a fluir num dia determinado, na perturbação quando esse acontecimento não se dá, na clara ameaça de que o milagre tem que se realizar, se não… Na verdade, você usou o milagre de São Januário para criar uma esplêndida alusão às regras das mulheres.
-“Sem me dar conta disso. E o senhor realmente acha que foi essa expectativa angustiada que me deixou impossibilitado de reproduzir uma palavra tão insignificante como aliquis?”
-Parece-me inegável. Basta lembrar sua divisão em a-liquis, e suas associações: relíquias, liquefazer, fluido. São Simão foi sacrificado quando criança; devo continuar, e mostrar como ele entra nesse contexto? O senhor pensou nele partindo do tema das relíquias.
-‘’Não, prefiro que não faça isso. Espero que o senhor não leve muito a sério esses meus pensamentos, se é que realmente os tive. Em troca, quero confessar que a dama é italiana e que estive em Nápoles com ela. Mas será que tudo isso não é apenas obra do acaso?”