Promova!

Convite à busca

Pesquisa personalizada

Contato online

terça-feira, 5 de agosto de 2008

E se... Todos os crimes fossem punidos com a morte?

Priscila Lambert

Uma lei severa como essa não duraria muito tempo. Das duas, uma: haveria uma revolta contra o rigor da pena ou morreriam quase todos na comunidade. Mas a criminalidade, principal alvo da punição, dificilmente cairia.

Hoje muita gente considera a pena de morte e os castigos corporais um retrocesso nos padrões civilizados. No entanto, eles sempre foram muito difundidos até o século XVIII. A pena de prisão, que parece à maioria de nós o castigo natural para segregar os mal-feitores, só surgiu há 200 anos.

Mesmo assim, poucas vezes na história a pena capital foi utilizada para todo e qualquer crime. E tais momentos ficaram famosos. A lei draconiana, até hoje usada como adjetivo para regras rigorosas demais, foi uma dessas experiências. Há 2 623 anos, o código de leis formulado por Drácon, na Grécia antiga, previa pena de morte para quase toda infração. Mas, segundo documentos históricos, essa lei sangüinária não conseguiu reduzir a violência, conter as revoltas populares ou a crise política da época. Atualmente, a lei mais rigorosa é a da China, onde, entre 1990 e 1999, foram mortas 18 194 pessoas por ordem do Estado. Mas, apesar disso, o número de crimes duplicou no período.

No Brasil, se essa moda pegasse, o corredor da morte ficaria lotado de condenados por furto (o crime mais comum por aqui), maridos e esposas infiéis (sim, adultério ainda é crime, você não sabia?) e outros criminosos pouco ameaçadores. "Voltaríamos a tempos primitivos, seria uma barbárie sem nenhum resultado positivo", diz o advogado criminalista Fernando Castelo Branco, conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil. Para ele, o que desencoraja o criminoso não é a intensidade da pena, mas a garantia da punição. "Quem planeja cometer um delito não pensa na hipótese de ser pego."

Se tem eficácia duvidosa, a pena de morte é, sem dúvida, muito mais onerosa para a sociedade. Nos Estados Unidos, o custo de uma única execução é de 2,5 milhões de dólares, em média – o triplo do ônus de manter alguém preso por 40 anos. Seguindo a mesma proporção – e considerando que um preso brasileiro custa 7 800 reais por ano –, o Brasil gastaria pelo menos 312 000 reais para executar um condenado. Alguns defensores da pena capital lembram que o modelo chinês é mais barato. "Lá, os julgamentos duram dias e não anos. Sem falar que até a bala do revólver é paga pela família do condenado", diz o deputado estadual José Guilherme Godinho (PPB-RJ), defensor da pena capital.

Mas será que um julgamento de dias pode ser eficaz? Embora não haja dados oficiais sobre erros judiciais na China, estima-se que os enganos sejam inúmeros. Para se ter uma idéia, 23 pessoas foram executadas por engano, nos Estados Unidos, desde 1973 e outras 99 foram soltas horas antes do momento fatal em função da comprovação de erros processuais. Isso porque, lá, os processos demoram até 20 anos para serem concluídos, a fim de evitar erros irreversíveis.

Foi por um erro assim que o Brasil abandonou a pena de morte durante o Império. Um acusado de ordenar a chacina de um meeiro e sua família foi condenado e enforcado. Posteriormente, provou-se sua inocência e o imperador D. Pedro II, arrasado, nunca mais autorizou execuções.

Diante de um quadro desses, é bom lembrar as palavras de Gandhi: "Um olho por um olho acabará por deixar toda a humanidade cega".

No Brasil, a fila de execuções teria muitos condenados por furto. E também cônjuges infiéis, que cometem crime de adultério.


Fonte:
Site da Revista Super Interessante
http://super.abril.com.br/superarquivo/2002/conteudo_236544.shtml


Aprofundando um pouco o assunto...

Crime de Adultério

O crime de adultério previsto no Art. 240, Adultério - Crimes Contra o Casamento - Crimes Contra a Família - CP - Código Penal - DL-002.848-1940 que tinha por objeto jurídico da tutela penal “a organização jurídica da família e do casamento” foi revogado Revogado pela L-011.106-2005 juntamente com os Art. 107, VII e VIII, Extinção da Punibilidade, Art. 217, Sedução - Sedução e Corrupção de Menores e Art. 219, Rapto Violento ou Mediante Fraude, Art. 220, Rapto Consensual. Art. 221, Diminuição de Pena e Art. 222, Concurso de Rapto e Outro Crime - Rapto, Art. 226, III, Disposições Gerais e Art. 231, § 3º, Lenocínio e Tráfico de Pessoas - Crimes contra os Costumes.
Mas bigamia continua sendo crime.

Fontes:
Site Consultor Jurídico por Renato Marcão
http://www.conjur.com.br/static/text/31810,1

Direito e Justiça Informática Ltda.
http://www.conjur.com.br/static/text/31810,1

Versículos do Dia

"E te converteres ao SENHOR teu Deus, e deres ouvidos à sua voz, conforme a tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, com todo o teu coração, e com toda a tua alma,Então o SENHOR teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o SENHOR teu Deus."

Deuteronômio 30:2,3

"Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas."
Mateus 12:41


sábado, 2 de agosto de 2008

3 de Agosto

Amanhã é dia 3 de agosto o 215º dia do ano e feriado. Mas o que há nessa data? Muitos provavelmente sabem, outros apenas conhecem.
Antes de tudo vejamos alguns fatos que ocorreram nesta data:

Porém nada disso é responsável pelo nosso feriado, foi no ano de 1645 que ocorreu a batalha no Monte das Tabocas entre os luso-brasileiros e os neerlandeses.


"Na época, tornava-se cada vez mais forte a sublevação contra a ocupação holandesa no Brasil, e para combater os insurretos o tenente-coronel Hendrick Haus, comandante em chefe dos holandeses, colocou-se à frente dos 1.200 homens da tropa regular dos invasores, todos eles bem equipados e auxiliados por uns quinhentos índios tapuias, que investiram sobre as posições dos revoltosos liderados por João Fernandes Vieira e Antônio Dias Cardoso, chefes da rebelião
Estes contavam em suas fileiras com um efetivo que talvez não ultrapassasse os mil homens, a maioria sem experiência em guerras, mas dispunham de apenas 200 armas de fogo de tipos e calibres diferentes, além de escassa munição. Apesar disso os holandeses levaram à pior no confronto, e ao cair da noite tiveram que se retirar apressadamente para o Recife, deixando no campo um número considerável de mortos, além de armas e munições que seriam de grande auxílio à causa dos insurretos.
Na raiz desse acontecimento temos que desde 1639 recrudescia em Pernambuco a campanha pela sua libertação do domínio holandês. Em 1640 ocorreu a restauração do trono português, mas como a Espanha, durante algum tempo, tentou reassumir seu domínio sobre terras lusitanas, Portugal não se atreveu a criar uma nova frente de batalha, e por isso reconheceu a perda de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, determinando, ao mesmo tempo, o fim das hostilidades contra os holandeses no Brasil, proibindo seus representantes de atuarem militarmente contra eles na colônia. Em contrapartida, a Holanda assumia o compromisso de que durante dez anos não expandiria seu domínio em território brasileiro. As duas partes, porém, não cumpriram o acordo.
Em Pernambuco, a ação dos descontentes começou a tomar corpo inicialmente através da queima dos canaviais, o que inviabilizava a produção de açúcar, o principal produto de exportação da região naquela época. Em 1642 e 1643, outras operações de pequena envergadura passaram a ser desenvolvidas com o objetivo de desestruturar a administração e a economia holandesas no Brasil. Apesar do fracasso das tentativas de auxílio através do mar, retomou-se em terra a prática das emboscadas, única estratégia que possibilitava ao descontentes causar estragos as forças inimigas, apesar das com poucas armas de que dispunham
João Fernandes Vieira era um líder civil, mas Antônio Dias Cardoso, dono de extraordinária competência militar, além de ser muito corajoso, discreto e profundo conhecedor de Pernambuco, fora indicado por André Vidal de Negreiros ao Governador Geral do Brasil, Antônio Teles da Silva, para assumir a tarefa de organizar os pernambucanos em um pequeno exército capaz de iniciar o movimento de insurreição. E foi o que ele fez, dedicando-se durante seis meses à tarefa de recrutar e treinar militarmente os homens que formariam a força de que ele precisava para derrotar os holandeses.

A decisão favorável ao levante aconteceu em 23 de maio de 1645, dia em que Fernandes Vieira e mais 18 companheiros firmaram um compromisso de honra cujo texto dizia em certo trecho: “Nós, abaixo assinados, nos conjuramos e prometemos em serviço da liberdade, a não faltar em nenhum tempo, com toda a ajuda de fazendas (engenhos), contra qualquer inimigo (incluía até Portugal) na restauração de nossa pátria”. Foi nesse momento que pela primeira vez surgiu no Brasil o sentimento de Pátria, respaldado pela força militar organizada e treinada por Dias Cardoso, apesar da intensa perseguição que os holandeses lhe faziam nas matas e engenhos do interior pernambucano.
A grande vitória pernambucana ocorrida no monte das Tabocas, ensejou, séculos depois, a criação do Parque Histórico Estadual das Tabocas, criado pelo governo de Pernambuco em 9 de novembro de 1978, no local onde a batalha foi travada. Anteriormente, em 1945, ali fora erguida a capela em honra a Nossa Senhora de Nazaré, em cumprimento à promessa feita trezentos anos antes por João Fernandes Vieira, governador da capitania de Pernambuco e um dos comandantes das tropas que enfrentaram os holandeses, de que ali construiria uma igreja caso os invasores fossem derrotados."

Fontes:
FERNANDO KITZINGER DANNEMANN Publicado no Recanto das Letras em 27/09/2007
Código do texto: T671229

Wikipédia - A Enciclopédia Livre
http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_do_Monte_das_Tabocas
http://pt.wikipedia.org/wiki/3_de_Agosto

Os Fundadores
http://www.fundadores.org.br/Secoes/artigos/img/FernandesVieira4.jpg


Versículos de Hoje

"Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito."
Salmos 25:16

"E, havendo-se eles retirado, trouxeram-lhe um homem mudo e endemoninhado.E, expulso o demônio, falou o mudo; e a multidão se maravilhou, dizendo: Nunca tal se viu em Israel."
Mateus 9:32,33

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Eleições 2008

Tiago 1:27
A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.

Em época de eleições nada como uma cartilha que a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) lançou para informar aos eleitores o passo a passo de como denunciar a corrupção.
Segue abaixo um trecho extraido do site de notícias da Uol:

Como Denunciar - Passo a Passo

1º Passo - Identificar um ato de corrupção

Compra de Votos: Oferta ou doação de qualquer coisa ao eleitor - como dinheiro, presentes, material de construção, emprego, serviços médicos ou de advogados - em troca de seu voto. A simples oferta já é motivo para que o candidato seja cassado.

Uso eleitoral da Máquina Pública: utilização do dinheiro público para pagamento de despesas de campanha, ou de prédios, equipamentos, carros oficiais e outros bens públicos por candidatos.

Boca de urna: tentativa de influenciar o voto do eleitor no dia das eleições, com a distribuição de folhetos do candidato, entrega de brindes, uso de carros de som e realização de comícios.

2º Passo - Coletar Provas

O simples testemunho do eleitor é muito importante para a Justiça Eleitoral determinar a
cassação de um político. Mas se o eleitor puder juntar provas, como fotos, gravações, folhetos, telefonemas, emails, será mais fácil provar a culpa do candidato e tirá-lo do páreo.

3º Passo - Denunciar

A denúncia pode ser feita diretamente à Promotoria Eleitoral, à Polícia Federal, ao juiz eleitoral, ou a um Comitê 9840.

Fonte:
Uol Notícias
http://noticias.uol.com.br/politica/ultnot/2008/06/20/ult3453u328.jhtm

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

25 de dezembro: Natal?

Ainda falando sobre o Natal, vamos agora fazer uma pequena viajem na história, vamos voltar aos primeiros séculos da Era Cristã e ver como tudo começou, como e porque o Natal começou (e o Cristianismo também). Por isso vamos começar falando dos primeiros cristãos.

Os primeiros cristãos e as primeiras perseguições.

No início o Cristianismo era visto como uma seita surgida do judaísmo, pois partilhava dos mesmo textos sagrados (o Tanakh ou Antigo Testamento), mas juntamente com isso eles seguiam Jesus Cristo, um judeu que começou a ensinar uma nova doutrina e afirmava ser o Messias esperado, o filho de Davi, além de ser considerado pelo Império Romano como um perturbador da ordem.

Nesse primeiro século os cristãos sofreram dura perseguição, visto pelos intelectuais romanos (Gaio Suetônio Tranquilo (70-140 c.)) como magos e feiticeiros que utilizavam de magia para enganar o povo.

A primeira grande perseguição aos cristão aconteceu sob o reinado de Nero Cláudio César Augusto Germânico ou Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus (37-68) é nesse época é que os apóstolos Pedro e Paulo foram torturados e assassinados, o primeiro crucificado no muro central do Circo de Nero e o segundo, por ser cidadão Romano, decapitado na Via Ostiense (caminho que ligava Roma à Ostia, cidade costeira durante o Império Romano). César acusou os cristão e judeus de terem incendiado Roma.

Já no domínio do imperador Titus Flavius Domitianus (51–96) os cristão eram acusados de ateísmo (doutrina que consiste na negação da existência de Deus) mas isto justamente por eles não cultuarem Domiciano.

Mas apesar disso o Cristianismo começou a crescer e alguns dos possíveis fatores para isso são: a mensagem da salvação era universal e não fazia acepção de nacionalidade, envolvia todas as camadas sociais incluindo os mais pobres, era uma mensagem de paz em uma época envolta em conflitos e dominação romana e o mais importante, o amor com que seus adeptos divulgavam a mensagem de Jesus.

Esse crescimento trouxe medo a Roma pois começou a abalar a religião do Império e a interferir no culto romano.

Culto Romano e perseguição cristã

A religião romana era politeísta e foi formada da agregação de várias religiões entre elas a grega, etrusca e orientais. A religião oficial prestava culto aos deuses de origem grega, mas com seus nomes latinos (em outras palavras, com os nomes em latim não em grego), por exemplo Saturno para os romanos era o equivalente ao Cronos dos gregos.

Mas com o surgimento do Cristianismo isso estava se revertendo, o que era considerado um perigo para a hegemonia romana. Plínio, jovem que havia sido enviado a Bitínia manda uma carta ao imperador Marco Úlpio Nerva Trajano, em latim Marcus Ulpius Traianus (28 de Janeiro de 98 a 7 de Agosto de 117) perguntando o que devia ser feito aos cristãos, a resposta do imperador foi breve, ele disse “Os cristãos não devem ser perseguidos por ofício. Sendo, porém, denunciados e reconhecidos culpados, é preciso condená-los” e continua “Não é lícito ser cristão”. E o principal era o fato de que os cristãos não compravam imagens, que era fonte de renda de parte da população, nem adoravam o imperador.

Mas apesar de várias tentativas de sufocar o crescimento dos cristãos em 303 d.C. o seu número já chegava a 15 milhões (25% da população) e sofreu a sua última grande perseguição empreendida por Diocleciano (Caio Aurélio Valério Diocleciano 236-305 d.C.)

Cristianismo e Império

Foi Flavius Valerius Constantinus ou Constantino I (272 -337) o primeiro imperador romano a permitir o cristianismo, após ter vencido a Batalha da Ponte Mílvio, atribuída ao Deus cristão que ele diz ter sonhado um dia antes da batalha, o sonho mostrava uma cruz em que estava escrito “In Hoc Signo Vinces” ("sob este símbolo vencerás"), na manhã seguinte mandou pintar uma cruz nos escudos dos soldados e obteve a vitória.

Constantino havia apoiado grandemente o cristianismo, mas não o havia feito religião oficial do estado e também não havia desaprovado o paganismo. Constantino não se tornou cristão pois um dos seus cargos que ele usou até o dia anterior de sua morte era o de Sumo Pontífice da religião pagã e neste dia participou de um sacrifício a Zeus, senhor do céu e deus grego supremo. Outro detalhe é que em suas moedas sempre figurava o símbolo principal do deus Sol (um sol).

Mas foi Teodósio I (379-395) o que oficializou o Cristianismo como religião de Roma. É nesse ínterim que estamos interessados. Para que mais pessoas fossem alcançadas e para não haver uma divisão no império algumas práticas pagãs foram incorporadas ao culto Cristão. E uma delas se refere ao dia 25 de dezembro.

O dia 25 é conhecido por ser “o solstício de inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão.” Essa data foi instituída para o nascimento de Cristo pelo Papa Libério, no ano 354 d.C. O dia já era comemorado por outras religiões como a romana que comemorava o Deus Sol Invicto (ou Deus Sol Invictus, o mesmo do imperador Constatino) que tinha as mesmas características do deus persa Mitra (Sol da virtude), que haveria nascido neste mesmo dia (A Mãe Terra dá à luz a "criança Sol", que viria para anunciar um novo tempo). A idéia da igreja era cristianizar as festas pagãs (assim como fizeram no Brasil com as divindades africanas) e para isso ela fez uma relação entre estas datas e entre o Sol Invictus / Sol da virtude ao Sol da justiça (Ml 4:2). Havia também as Saturnálias que eram as festas em homenagem ao deus Saturno que duravam 5 dias a partir do dia 17 de dezembro e onde era um período de confraternização e troca de presentes.

Hoje maioria dos estudiosos consideram que Jesus não poderia haver nascido neste dia por ser um mês extremamente frio e chuvoso e o relato bíblico de Lucas afirma que haviam pastores no campo a noite cuidando das ovelhas. Como isso seria possível numa época que mal podia ficar do lado de fora devido ao frio? Veja quadro abaixo:

Previsão do tempo (Jerusalém)

Data

Temperatura

16/12

8°C 17°C

17/12

8°C 14°C

18/12

9°C 16°C

19/12

9°C 15°C

20/12

8°C 15°C

Fontes:

Wikipédia, a enciclopédia livre.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Cristianismo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o_na_Roma_Antiga

http://pt.wikipedia.org/wiki/Diocleciano

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ostia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Porta_S%C3%A3o_Paulo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Constantino_I

http://pt.wikipedia.org/wiki/Zeus

http://pt.wikipedia.org/wiki/Solst%C3%ADcio

http://pt.wikipedia.org/wiki/Natal

http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Romano

Historia Universal

http://www.uv.es/~ivorra/historia/imperio_romano/sigloiia.htm

http://www.catacombe.roma.it/br/ricerche/ricerca2.html

Dicionários-Online.com

http://www.dicionarios-online.com/

Priberam

http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx?pal=ate%EDsmo

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O significado do Natal

Hoje em dia algumas datas perderam seu significado principal ou original, e uma delas, infelizmente, tem sido o Natal.

Quando vai chegando essa época do ano as pessoas vão tirando suas economias para a compra de presentes para seus familiares e amigos, as mães vão dizendo (ou melhor iludindo) seus filhos com histórias de papai Noel, montam-se árvores, guirlandas, ceia, peru, viagem, etc, tudo tem de ser planejado, mas e o Natal, onde entra nessa história e o verdadeiro significado dele será que realmente está sendo comemorado?


Natal” é uma palavra comum e de significado simples, vem do latim “natale” que é “relativo ao nascimento” como podemos perceber do tratamento dado a mulher antes do parto: o “pré-natal”. Se natal é relativo ao nascimento, de quem é o nascimento? Vamos ao inglês: “Merry Christmas”. Diferente do português essa expressão fala mais sobre a data. “Merry” significa “Full of high-spirited gaiety; jolly” já “Christmas” é a junção de duas palavras “Christ” e “Mas” que significam respectivamente Cristo e “mas” é relativo à celebração religiosa é daí que vem a palavra “missa”. Ao pé da letra ficaria algo como “Feliz Celebração a Cristo” ou algo assim.

Correto, vamos celebrar o nascimento de Cristo, mas o que isso significa para você, para mim e para toda a humanidade?

O nascimento de Cristo vem sendo algo esperado a milênios pelos judeus e anunciada na Tanakh ou Tanach (equivalente ao Antigo Testamento cristão) desde o primeiro livro o Bereshit (livro de Genesis) quando diz que a “semente” da mulher vai pisar a cabeça da serpente (Gn 3:15).

O significado da sua vinda pode ser vista pela passagem de Is 7:14 “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel”. Emanuel significa “Deus conosco” isso nos fala que Deus veio até nós, seu nascimento é justamente esse maravilhoso fato, Deus habitando conosco. Jesus veio para os “seus” e eles não o receberam, mas a todos os que o receberem deu o direito de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome (Jo 1:11-12).

E você? Está deixando Deus habitar na sua vida? Você recebeu Jesus ou está esperando papai Noel? Este Natal você está preocupado em tão preocupado em receber tanta gente e está deixando o nosso Senhor em segundo ou terceiro plano?

O Natal meus amados antes de uma confraternização entre irmãos é uma celebração que comemora o Emanuel, o Deus conosco, que nos ajuda, nos cura, alegra, ampara, aconselha e principalmente nos salva. E se em você ainda não aconteceu o genuíno Natal, aconselho abra a porta do teu coração e ele verdadeiramente irá habitar convosco (Ap 3:20).


Que Deus os Abençoe.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Dicas de Saúde - Alimentação de crianças (a pedido)

A alimentação e a nutrição adequadas são requisitos essenciais para o crescimento e desenvolvimento das crianças. Mais do que isso: são direitos humanos fundamentais, pois representam a base da própria vida. Conheça os dez passos da alimentação saudável para crianças brasileiras menores de dois anos:

-Passo 1:

dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos;

-Passo 2:

a partir dos seis meses, oferecer de forma lenta e gradual, outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais;

-Passo 3:

a partir dos seis meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia se a criança receber leite materno e cinco vezes ao dia, se já tiver desmamado;

-Passo 4:

a alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança;

- Passo 5:

a alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; deve começar com consistência pastosa (papas, purês) e, gradativamente, deve ter sua consistência aumentada, até chegar à alimentação da família;

-Passo 6:

oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida;

-Passo 7:

estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições;

-Passo 8:

evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação;

-Passo 9:

cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados;

-Passo 10:

estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.

Fonte: Ministério da Saúde.
http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/dicas/91alimenta_crianca.html

O que nós esquecemos diz mais do que o que nós lembramos (um caso de Freud)

No verão passado - também durante uma viagem de férias -. renovei meu contato com um jovem de formação acadêmica, que logo constatei estar familiarizado com algumas de minhas publicações psicológicas. Nossa conversa recaiu - já não me lembro como - sobre a situação social da raça a que ambos pertencemos, e ele, impelido pela ambição, passou a lamentar-se por sua geração estar condenada à atrofia (segundo sua expressão), não podendo desenvolver seus talentos ou satisfazer suas necessidades. Concluiu seu discurso, de tom apaixonado, com o célebre verso de Virgílio em que a infeliz Dido confia à posteridade sua vingança de Enéias: “Exoriare…” Melhor dizendo, ele quis concluí-lo desse modo, pois não conseguiu fazer a citação e tentou esconder uma evidente lacuna em sua lembrança trocando a ordem das palavras: “Exoriar(e) ex nostris ossibus ultor.’’ Por fim, disse, irritado: “Por favor, não me faça essa cara tão zombeteira, como se se estivesse comprazendo com meu embaraço, mas antes me ajude! Falta alguma coisa no verso. Como é mesmo que diz, completo?”

“Ajudarei com prazer”, respondi, e dei-lhe a citação correta: “Exoriar(e) ALIQUIS nostris ex ossibus ultor.”

“Que tolice, esquecer essa palavra! Por falar nisso, o senhor diz que nunca se esquece nada sem uma razão. Gostaria muito de saber como foi que esqueci esse pronome indefinido, ‘aliquis‘.”

Aceitei o desafio prontamente, na esperança de conseguir uma contribuição para minha coleção. Disse-lhe, pois:

-Isso não nos deve tomar muito tempo. Só tenho que lhe pedir que me diga, sinceramente e sem nenhuma crítica, tudo o que lhe ocorre enquanto estiver dirigindo, sem nenhuma intenção definida, sua atenção para a palavra esquecida.

-“Certo; então me ocorre a idéia ridícula de dividir a palavra assim: a e liquis.”

-O que quer dizer isso?

-“Não sei.” - E o que mais lhe ocorre? - “Isso continua assim: Reliquien [relíquias], liquefazer, fluidez, fluido. O senhor já descobriu alguma coisa?”

-Não, ainda não. Mas continue.

-“Estou pensando” - prosseguiu ele com um sorriso irônico - “em Simão de Trento, cujas relíquias vi há dois anos numa igreja de Trento. Estou pensando na acusação de sacrifícios de sangue que agora está sendo lançada de novo contra os judeus, e no livro de Kleinpaul [1892], que vê em todas essas supostas vítimas reencarnações, reedições, por assim dizer, do Salvador.”

-Essa idéia não está inteiramente desligada do tema de nossa conversa antes que lhe escapasse da memória a palavra latina.

-“Exato. Estou pensando ainda num artigo que li recentemente num jornal italiano. Acho que o título era ‘O que diz Santo Agostinho sobre as mulheres’. Que entende o senhor com isso?”

-Estou esperando.

-“Pois agora vem algo que por certo não tem nenhuma ligação com o nosso tema.”

-Por favor, peço-lhe que se abstenha de qualquer crítica e…

-“Sim, já sei. Lembro-me de um magnífico senhor idoso que encontrei numa de minhas viagens na semana passada. Ele era realmente original. Parecia uma enorme ave de rapina. Chamava-se Benedito, se isso lhe interessa.”

-Bem, pelo menos temos uma seqüência de santos e padres da Igreja: São Simão, Santo Agostinho, São Benedito. Acho que havia um padre da Igreja chamado Orígenes. Além disso, três desses nomes são também prenomes, como Paul [Paulo] em Kleinpaul.

-“Agora o que me ocorre é São Januário e o milagre de seu sangue - parece que meus pensamentos avançam mecanicamente.”

-Deixe estar; São Januário e Santo Agostinho têm a ver, ambos, com o calendário. Mas que tal me ajudar a lembrar do milagre do sangue?

-“O senhor com certeza já ouviu falar nisso! O sangue de São Januário fica guardado num pequeno frasco, numa igreja de Nápoles, e num determinado dia santo ele se liquefaz milagrosamente. O povo dá muita importância a esse milagre e fica muito agitado quando há algum atraso, como aconteceu, certa vez, na época em que os franceses ocupavam a cidade. Então, o general comandante - ou será que estou enganado? será que foi Garibaldi? - chamou o padre de lado e, com um gesto inequívoco na direção dos soldados a postos do lado de fora, deu-lhe a entender que esperava que o milagre acontecesse bem depressa. E, de fato, o milagre ocorreu…”

-Bem, continue. Por que está hesitando?

-“É que agora realmente me ocorreu uma coisa… mas é íntima demais para ser comunicada… Além disso, não vejo nenhuma ligação nem qualquer necessidade de contá-lo”.

-Pode deixar a ligação por minha conta. É claro que não posso forçá-lo a falar sobre uma coisa que lhe seja desagradável; mas então não queira saber de mim como foi que se esqueceu da palavra aliquis.

-“Realmente? O senhor acha? Pois bem, é que de repente pensei numa dama de quem eu poderia receber uma notícia que seria bastante desagradável para nós dois.”

-Que as regras dela não vieram?

-“Como conseguiu adivinhar isso?”

-Já não é difícil. Você preparou bem o terreno. Pense nos santos do calendário, no sangue que começa a fluir num dia determinado, na perturbação quando esse acontecimento não se dá, na clara ameaça de que o milagre tem que se realizar, se não… Na verdade, você usou o milagre de São Januário para criar uma esplêndida alusão às regras das mulheres.

-“Sem me dar conta disso. E o senhor realmente acha que foi essa expectativa angustiada que me deixou impossibilitado de reproduzir uma palavra tão insignificante como aliquis?”

-Parece-me inegável. Basta lembrar sua divisão em a-liquis, e suas associações: relíquias, liquefazer, fluido. São Simão foi sacrificado quando criança; devo continuar, e mostrar como ele entra nesse contexto? O senhor pensou nele partindo do tema das relíquias.

-‘’Não, prefiro que não faça isso. Espero que o senhor não leve muito a sério esses meus pensamentos, se é que realmente os tive. Em troca, quero confessar que a dama é italiana e que estive em Nápoles com ela. Mas será que tudo isso não é apenas obra do acaso?”

-Tenho que deixar a seu critério decidir se todas essas relações podem ser explicadas pela suposição de que são obra do acaso. Posso dizer-lhe, no entanto, que qualquer caso semelhante que você queira analisar irá levá-lo a “acasos” igualmente notáveis.

A situação dever ser interpretada da seguinte maneira: o falante vinha deplorando o fato de a geração atual de seu povo estar privada de seus plenos direitos; uma nova geração - profetizou ele, como Dido - haveria de vingar-se dos opressores. Nisso ele expressara seu desejo de ter descendentes. Nesse momento intrometeu-se um pensamento contraditório: “Você realmente deseja descendentes com tanta intensidade? Isso não é verdade. Quanto não lhe seria embaraçoso receber agora a notícia de que espera descen-dentes do lugar que você sabe? Não: nada de descendentes… por mais que precisemos deles para a vingança.”

Fonte:
Obras Completas Sigmund Freud: Edição Standard. Vol. VI - Sobre a psicopatologia da vida cotidiana

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A Morte...

Hoje tocaremos num assunto um tanto delicado, a morte, mas não vamos ver teorias, filosofias ou qualquer coisa do tipo, serão textos bem interessantes. Leiam e confiram.

II Timóteo 4:6-8
6 Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação, e o tempo da minha partida está próximo.
7 Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.


~

A morte de Ivan Ilitch

"Era no fim do terceiro dia, duas horas antes da sua morte. Precisamente nesse momento o menino entrou devagarinho no quarto e foi até junto da cama. O moribundo ainda gritava desesperadamente e sacudia as mãos. A sua mão caiu na cabeça do menino e o menino agarrou-a, levou-a aos lábios e começou a chorar.

Nesse instante, precisamente, Ivan Ilitch sentiu-se cair, viu a luz no fundo do negro saco e foi-lhe revelado que, embora sua vida não fosse o que poderia ter sido, ainda podia ser retificada. Pensou: "Isso, que é?" E ficou em silêncio, apurando o ouvido. Então sentiu que alguém lhe beijava a mão. Abriu os olhos, viu o filho e teve pena dele. A mulher veio até ele; olhou-a um instante. Ela o olhava, num desespero, boca aberta, lágrimas quentes no nariz e na face e um olhar dramático. Teve pena dela também.

"Sim, estou a atormentá-los", pensou. "Eles lamentarão, mas será melhor para eles quando eu morrer." Queria dizer isso, mas não teve forças. "Além disso, para que falar? Devo agir", pensou. Com um olhar à mulher, apontou o filho e disse: "Leve-o... Tenho pena dele... tenho pena de você também..." Tentou acrescentar: "Desculpe", mas disse: "Descanse", e fez um aceno, sabendo que Aquele cuja compreensão importaria iria compreender.

De repente sentiu muito vivamente que o que o atormentava e oprimia ia se dissipando, deixava-o por ambos os lados, por dez lados, por todos os lados. Tinha pena deles, devia agir de modo a não feri-los: descançá-los e libertar-se desse sofrimento. “Como é bom, como é simples!”, pensou. “E a dor?”, perguntou. “Que fim levou? Onde estás, dor?”

Prestou atenção à dor.

“Bem, aqui está. E agora? Deixe a dor doer.”

“E a morte... Onde está?”

Procurou o temor cotidiano da morte e não o encontrou. “Onde esta'? Que morte?” Não havia temor, porque não havia morte.
Em lugar da morte havia luz.

- Então era isto! – exclamou de repente, em voz alta. – Que alegria!

Para ele tudo acontecera num instante, e o sentido desse instante não mudou. Para os presentes a sua agonia continuou por mais duas horas. Algumas coisa roncava no seu peito, o corpo escarnado estremeceu. Depois, pouco a pouco, os estremecimentos e os estertores rarearam.

- Acabou! – disse alguém perto dele.

Ele ouviu esta palavra e repetiu-a na sua alma. “Acabou a Morte”, pensou “A Morte já não existe!”

Aspirou profundamente, interrompeu a respiração, inteiriçou-se e morreu."


Fontes:
Parte digitado por mim, parte copiado do blog de Fabio Ricardo R. Brasilino.
http://fabiobrasilino.zip.net/
Tolstoi, Leão. A morte de Ivan Ilitch, tradução de Carlos Lacerda. Lacerda Editores.